Padeiros do Norte: profissional conta sua experiência

Dos mais tradicionais àqueles com um toque regional, o pão tem caído cada vez mais na preferência dos consumidores do Norte do país. Não por acaso, a região já conta com nada menos que 3.052 padarias registradas. São fornadas de pães, doces, bolos e outros produtos que vão das padarias direto para os lares dos consumidores levando, muitas vezes, um sabor que só se encontra na região.

Por trás de cada pãozinho que chega à mesa por aqui, está a figura popular e indispensável dos padeiros. São eles os grandes homenageados da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria – ABIP em dezembro. Assista ao vídeo da campanha. “Os padeiros são a verdadeira força motriz da indústria de panificação e confeitaria. Estamos muito felizes de reconhecer e homenagear esses profissionais dos quais nos orgulhamos profundamente”, afirma José Batista de Oliveira, presidente da ABIP.

Em um cenário no qual a venda de produtos de fabricação própria se torna cada vez mais importante para as padarias, a relevância de um bom padeiro é ainda maior. Em 2018, esse tipo de vendas cresceu 5,87% em relação ao ano anterior. “A produção de fabricação própria vem sendo cada vez mais o ponto de apoio das padarias, com participação crescente no faturamento. Assim, contar com um bom padeiro é vital e indispensável para os negócios”, reforça Batista.

A profissão que alimenta também faz girar a economia. Embora não haja dados específicos sobre o número de padeiros no estado, estima-se que o setor gere 800 mil empregos diretos e 1,8 milhões de vagas indiretas nas 70 mil padarias e confeitarias registradas no Brasil. Segundo o último levantamento oficial, de 2017, cada padaria mantém, em média, 12 profissionais (área de produção e loja) contratados para atender as demandas diárias dos clientes que chegam em busca dos produtos fresquinhos.

Um exemplo de profissional modelo da região vem de Manaus, o Jair Bezerra, que sai de casa todos os dias há 23 anos para produzir seus pães. O apego pela profissão surgiu de uma situação inusitada: a separação de seus pais. Com ela, Jair passou a viver com o pai, o senhor Raimundo, que tinha uma rotina corrida sendo padeiro. Sem ter com quem deixar o filho durante o serviço, seu pai conseguiu que o Jair ficasse na padaria com ele, dentro da cozinha. Aos poucos, quando já adolescente, Jair começou a ajudar na produção. “Comecei aos poucos, pegava para temperar uma massa, fazia torrada, e aos 16 consegui que minha carteira fosse assinada”, declarou. Desde lá, Jair foi se encantando cada vez mais com a profissão.

Hoje na Panificadora Bitar, conhecida pelo melhor pão de queijo da capital do Amazonas, Jair Bezerra tem prazer em produzir os pães com produtos regionais. “O pão de tucumã é o que mais sai. Tem também a tapioca, o pão de cenoura, de abóbora. Esses produtos marcam a gente”. Mesmo assim, de acordo com o padeiro, a massa grossa tem o seu lugar: “é o pão favorito de todo mundo, o pão em que eu comecei na profissão e que nunca vou deixar de produzir, também é coisa nossa”.

Para Jair, seguir a profissão de seu pai é honrar a família e não deixar a herança da profissão morrer. “Ser padeiro é o que eu mais amo na vida. É o dom que Deus me deu e o porquê de eu me esforçar todo dia. Me chamam de rato de padaria não é à toa – brinca –, eu via responsabilidade no meu pai sendo padeiro, e isso me inspira”.

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