{"id":6511,"date":"2019-12-11T15:30:23","date_gmt":"2019-12-11T17:30:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/?p=6511"},"modified":"2019-12-11T15:33:45","modified_gmt":"2019-12-11T17:33:45","slug":"padeiros-do-centro-oeste-por-tras-de-cada-paozinho-estao-o-trabalho-esta-a-dedicacao-e-o-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/padeiros-do-centro-oeste-por-tras-de-cada-paozinho-estao-o-trabalho-esta-a-dedicacao-e-o-amor\/","title":{"rendered":"Padeiros do Centro-oeste: por tr\u00e1s de cada p\u00e3ozinho t\u00eam o trabalho, dedica\u00e7\u00e3o e o amor"},"content":{"rendered":"<p>Dos mais tradicionais \u00e0queles com um toque regional, o p\u00e3o \u00e9, sem d\u00favidas, prefer\u00eancia na regi\u00e3o Centro Oeste. N\u00e3o por acaso, a regi\u00e3o conta com nada menos que 4.600 padarias distribu\u00eddas entre Goi\u00e1s, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. S\u00e3o fornadas de p\u00e3es, doces, bolos e outros produtos que v\u00e3o das padarias direto para os lares dos consumidores.<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s de cada p\u00e3ozinho que chega \u00e0 mesa nos quatro estados, est\u00e1 a figura popular e indispens\u00e1vel dos padeiros. S\u00e3o eles os grandes homenageados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Panifica\u00e7\u00e3o e Confeitaria \u2013 ABIP em dezembro. <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=YtPza-PTWOU&amp;feature=youtu.be\">Assista ao v\u00eddeo da campanha<\/a>. \u201cOs padeiros s\u00e3o a verdadeira for\u00e7a motriz da ind\u00fastria de panifica\u00e7\u00e3o e confeitaria. Estamos muito felizes de reconhecer e homenagear esses profissionais dos quais nos orgulhamos profundamente\u201d, afirma Jos\u00e9 Batista de Oliveira, presidente da ABIP.<\/p>\n<p>Em um cen\u00e1rio no qual a venda de produtos de fabrica\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria se torna cada vez mais importante para as padarias, a relev\u00e2ncia de um bom padeiro \u00e9 ainda maior. Em 2018, esse tipo de vendas cresceu 5,87% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. \u201cA produ\u00e7\u00e3o de fabrica\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria vem sendo cada vez mais o ponto de apoio das padarias, com participa\u00e7\u00e3o crescente no faturamento. Assim, contar com um bom padeiro \u00e9 vital e indispens\u00e1vel para os neg\u00f3cios\u201d, refor\u00e7a Batista.<\/p>\n<p>A profiss\u00e3o que alimenta tamb\u00e9m faz girar a economia. Embora n\u00e3o haja dados espec\u00edficos sobre o n\u00famero de padeiros no pa\u00eds, estima-se que o setor gere 920 mil empregos diretos e 1,8 milh\u00f5es de vagas indiretas nas 70 mil padarias e confeitarias registradas no Brasil. Segundo o \u00faltimo levantamento oficial, de 2017, cada padaria mant\u00e9m, em m\u00e9dia, 12 profissionais (\u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o e loja) contratados para atender as demandas di\u00e1rias dos clientes que chegam em busca dos produtos fresquinhos.<\/p>\n<p>Um exemplo de profissional modelo da regi\u00e3o vem de Goi\u00e1s, onde vive Manoel Diolino, padeiro h\u00e1 40 anos. A rela\u00e7\u00e3o desse goiano com a panifica\u00e7\u00e3o come\u00e7ou bem antes. Aos 11 anos, ainda morando no interior, Manoel come\u00e7ou a trabalhar em uma padaria como auxiliar. \u201cEra muito diferente, tudo era feito manualmente, mas foi meu primeiro contato com uma padaria, lugar que eu nunca mais abandonei. Peguei um amor inexplic\u00e1vel \u00e0 profiss\u00e3o e nunca quis outra\u201d, conta.<\/p>\n<p>A profiss\u00e3o permaneceu a mesma, mas muita coisa mudou. Nestas quatro d\u00e9cadas Manoel se mudou para Goi\u00e2nia, viu muitas massas crescerem sob suas m\u00e3os, assim como sua experi\u00eancia e tamb\u00e9m a fam\u00edlia. Com quatro filhos e oito netos, aquele menino que come\u00e7ou a produzir manualmente hoje est\u00e1 \u00e0 frente da produ\u00e7\u00e3o na Polos P\u00e3es e Doces. Com os anos, ele colecionou tamb\u00e9m hist\u00f3rias para contar. \u201cNunca me esque\u00e7o de uma vez, l\u00e1 no in\u00edcio, que coloquei os p\u00e3es para assar e peguei no sono. Acordei com todo mundo rindo e fazendo piada \u2018que padeiro \u00e9 esse que cochila com o p\u00e3o no forno?\u2019. Demos muita risada e ficou a li\u00e7\u00e3o: padeiro n\u00e3o dorme no ponto\u201d.<\/p>\n<p>O companheirismo entre os colegas \u00e9 a parte preferida da profiss\u00e3o para Eliomar de Castro, de Mato Grosso. \u201cComecei na panifica\u00e7\u00e3o por acaso, eu tinha 10 anos, morava no interior e um amigo da fam\u00edlia me convidou para conhecer a padaria. Fui ficando, ainda era muito moleque e imaturo, mas ajudava em algumas coisas. Quando completei 18 anos comecei a levar tudo mais a s\u00e9rio e vi que tinha em minhas m\u00e3os uma profiss\u00e3o de verdade, boa, que nunca me deixou sem emprego. N\u00e3o importa onde o padeiro v\u00e1, se for bom, vai ter vaga\u201d. Hoje morando em Cuiab\u00e1, onde constituiu fam\u00edlia, ele trabalha na Panificadora Uniserv, no bairro Boa Esperan\u00e7a. Vers\u00e1til na profiss\u00e3o, Eliomar revela seu momento preferido dos quase 20 anos de carreira. \u201cNunca vou esquecer da sensa\u00e7\u00e3o de pegar a produ\u00e7\u00e3o para fazer sozinho pela primeira vez. Deu medo de errar, de estragar os produtos, mas, quando tudo ficou pronto, eu vi aquele monte de p\u00e3es t\u00e3o bonitos, foi uma das sensa\u00e7\u00f5es mais agrad\u00e1veis que j\u00e1 senti\u201d, relembra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Eliomar_Mato-Grosso.jpeg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-6512\" src=\"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Eliomar_Mato-Grosso-577x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"577\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Eliomar_Mato-Grosso-577x1024.jpeg 577w, https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Eliomar_Mato-Grosso-169x300.jpeg 169w, https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Eliomar_Mato-Grosso.jpeg 721w\" sizes=\"(max-width: 577px) 100vw, 577px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Eliomar de Castro \u00e9 padeiro no Mato Grosso<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 10 anos na profiss\u00e3o, Adailton Vieira de Souza saiu do interior de Minas Gerais para fazer carreira em Bras\u00edlia. \u201cEu trabalhava na zona rural e conheci o dono de uma das fazendas da regi\u00e3o, que era tamb\u00e9m dono de padaria no Distrito Federal. Ele me chamou para trabalhar com ele e eu vim, com muita coragem mas sem nenhum conhecimento t\u00e9cnico. Nunca tinha entrado em uma padaria. Todos me acolheram muito bem e me ensinaram o que sabiam, fui aprendendo uma coisa com um, uma coisa com outro. No in\u00edcio foi dif\u00edcil aprender o ponto certo da massa e fazer a dobra, mas nunca pensei em desistir\u201d. F\u00e3 do p\u00e3o franc\u00eas tradicional, que gosta tanto de fazer quanto de comer, Adailton se especializou justamente no produto, carro chefe da padaria P\u00e3o de Sal, famosa na Quadra 6. \u201c\u00c9 uma profiss\u00e3o muito boa, mas tamb\u00e9m muito exigente. Tem sempre que fazer tudo muito bem feito para os clientes ficarem satisfeitos e voltarem\u201d, comenta.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Adailton_Brasilia.jpeg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-6513\" src=\"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Adailton_Brasilia-768x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"827\" srcset=\"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Adailton_Brasilia-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Adailton_Brasilia-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Adailton_Brasilia.jpeg 780w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Adailton Vieira de Souza, padeiro em Bras\u00edlia\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos mais tradicionais \u00e0queles com um toque regional, o p\u00e3o \u00e9, sem d\u00favidas, prefer\u00eancia na regi\u00e3o Centro Oeste. 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