{"id":47860,"date":"2026-09-01T10:33:30","date_gmt":"2026-09-01T12:33:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/?p=47860"},"modified":"2026-09-01T10:33:30","modified_gmt":"2026-09-01T12:33:30","slug":"como-proteger-quem-produz-no-brasil-abip-participa-de-debate-sobre-defesa-comercial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/como-proteger-quem-produz-no-brasil-abip-participa-de-debate-sobre-defesa-comercial\/","title":{"rendered":"Como proteger quem produz no Brasil? Abip participa de debate sobre defesa comercial"},"content":{"rendered":"<p>F\u00f3rum Nacional da Ind\u00fastria reuniu lideran\u00e7as em S\u00e3o Paulo para discutir mecanismos contra concorr\u00eancia desleal e medidas para aumentar a competitividade da ind\u00fastria brasileira<\/p>\n<p>A ind\u00fastria brasileira quer mecanismos mais r\u00e1pidos e eficientes para enfrentar pr\u00e1ticas de concorr\u00eancia desleal e proteger quem produz no pa\u00eds \u2014 uma discuss\u00e3o que tamb\u00e9m alcan\u00e7a a cadeia da panifica\u00e7\u00e3o e confeitaria. O tema foi debatido nesta sexta-feira (28), em S\u00e3o Paulo, durante reuni\u00e3o do F\u00f3rum Nacional da Ind\u00fastria (FNI), que contou com a participa\u00e7\u00e3o do presidente da Abip, Alex Martins, e de lideran\u00e7as de diferentes segmentos industriais.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o envolve um desafio que vai al\u00e9m das grandes ind\u00fastrias: como garantir condi\u00e7\u00f5es mais equilibradas de concorr\u00eancia para empresas brasileiras diante do avan\u00e7o das importa\u00e7\u00f5es e de pr\u00e1ticas consideradas desleais?<\/p>\n<p>Promovido pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), o encontro teve como principal pauta o fortalecimento dos mecanismos de defesa comercial e a ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias mais efetivas para proteger a ind\u00fastria dom\u00e9stica.<\/p>\n<p>Durante a reuni\u00e3o, foram apresentadas propostas para modernizar instrumentos de defesa comercial, fortalecer o monitoramento de importa\u00e7\u00f5es, dar mais agilidade aos processos e ampliar a utiliza\u00e7\u00e3o desses mecanismos por pequenas e m\u00e9dias empresas e setores mais fragmentados.<\/p>\n<p><strong>Um desafio para a competitividade brasileira<\/strong><\/p>\n<p>A defesa comercial \u00e9 considerada um dos pilares do com\u00e9rcio justo e ganha relev\u00e2ncia diante do cen\u00e1rio da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>De acordo com dados apresentados pela CNI durante o encontro, a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o registrou d\u00e9ficit de US$ 38,2 bilh\u00f5es no primeiro semestre de 2026, o maior j\u00e1 registrado para um primeiro semestre.<\/p>\n<p>A gerente de Com\u00e9rcio e Integra\u00e7\u00e3o Internacional da CNI, Constanza Negri, destacou que, embora o Brasil utilize instrumentos como o antidumping, outras ferramentas de defesa comercial ainda s\u00e3o pouco exploradas pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>Desde 1995, por exemplo, o Brasil aplicou apenas duas medidas de salvaguardas, sendo a mais recente em 2022. No caso das medidas compensat\u00f3rias, foram 12 aplica\u00e7\u00f5es desde o mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>O antidumping, utilizado quando produtos s\u00e3o comercializados no mercado brasileiro por pre\u00e7os inferiores aos praticados no pa\u00eds de origem, \u00e9 atualmente o principal instrumento de defesa comercial utilizado pelo Brasil.<\/p>\n<p>Apesar disso, o mecanismo enfrenta desafios operacionais. Segundo os dados apresentados no f\u00f3rum, o prazo de an\u00e1lise dos processos passou de 88 dias para mais de 220 dias, enquanto a utiliza\u00e7\u00e3o de direitos provis\u00f3rios permanece baixa.<\/p>\n<p><strong>O que pode mudar?<\/strong><\/p>\n<p>Para enfrentar esses entraves, a CNI apresentou recomenda\u00e7\u00f5es que podem ser incorporadas ao Projeto de Lei n\u00ba 4.133\/2023, que trata do marco legal permanente da pol\u00edtica industrial.<\/p>\n<p>Entre as propostas est\u00e3o a moderniza\u00e7\u00e3o das salvaguardas, o fortalecimento dos mecanismos de anticircunven\u00e7\u00e3o, o aumento da seguran\u00e7a jur\u00eddica e da previsibilidade nos processos e a revis\u00e3o do decreto antidumping.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram apresentadas medidas relacionadas \u00e0 governan\u00e7a, como o fortalecimento da estrutura do Departamento de Defesa Comercial (DECOM), o restabelecimento de um sistema de monitoramento de importa\u00e7\u00f5es e o rigor t\u00e9cnico das delibera\u00e7\u00f5es da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Exterior (Camex).<\/p>\n<p>Outra recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 ampliar o acesso aos instrumentos de defesa comercial para pequenas e m\u00e9dias empresas e setores mais fragmentados.<\/p>\n<p><strong>Por que isso importa para a panifica\u00e7\u00e3o e a confeitaria?<\/strong><\/p>\n<p>A ind\u00fastria de panifica\u00e7\u00e3o e confeitaria faz parte de uma cadeia produtiva ampla, conectada a diferentes segmentos da ind\u00fastria brasileira. Por isso, decis\u00f5es relacionadas ao ambiente de neg\u00f3cios, \u00e0s importa\u00e7\u00f5es, \u00e0 competitividade e \u00e0s regras de concorr\u00eancia podem repercutir diretamente sobre empresas de diferentes portes.<\/p>\n<p>Para a Abip, participar desses espa\u00e7os significa levar a perspectiva da panifica\u00e7\u00e3o e da confeitaria para discuss\u00f5es estrat\u00e9gicas que ultrapassam os limites do pr\u00f3prio setor.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a do presidente Alex Martins no F\u00f3rum Nacional da Ind\u00fastria refor\u00e7a a atua\u00e7\u00e3o da entidade em agendas que impactam a competitividade da ind\u00fastria brasileira e o ambiente de neg\u00f3cios para os empreendedores do setor.<\/p>\n<p>\u201cRepresentar a panifica\u00e7\u00e3o e a confeitaria tamb\u00e9m significa estar presente nos debates que ajudam a definir os caminhos da ind\u00fastria brasileira.\u201d<\/p>\n<p><strong>Ind\u00fastria e inova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m da defesa comercial, a reuni\u00e3o do F\u00f3rum Nacional da Ind\u00fastria tamb\u00e9m colocou a inova\u00e7\u00e3o no centro da agenda.<\/p>\n<p>Durante o encontro, foi apresentado o projeto do Instituto Integrador para Inova\u00e7\u00e3o Industrial, complexo de inova\u00e7\u00e3o que est\u00e1 sendo constru\u00eddo na regi\u00e3o de Alphaville, a cerca de 30 quil\u00f4metros de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>A proposta re\u00fane laborat\u00f3rios de tecnologia, espa\u00e7os de networking e um museu dedicado \u00e0 ind\u00fastria brasileira, com o objetivo de inspirar, conectar e projetar novos caminhos para o desenvolvimento industrial.<\/p>\n<p>A iniciativa refor\u00e7a outro ponto presente na agenda do FNI: a necessidade de combinar competitividade, inova\u00e7\u00e3o e vis\u00e3o de longo prazo para fortalecer a ind\u00fastria brasileira.<\/p>\n<p><strong>Abip presente nos grandes debates da ind\u00fastria<\/strong><\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o da Abip em f\u00f3runs nacionais como esse amplia a presen\u00e7a da panifica\u00e7\u00e3o e da confeitaria nas discuss\u00f5es que definem pol\u00edticas e estrat\u00e9gias para a ind\u00fastria brasileira.<\/p>\n<p>Mais do que acompanhar as transforma\u00e7\u00f5es do ambiente econ\u00f4mico, a entidade busca estar onde essas decis\u00f5es s\u00e3o discutidas, levando a voz e os interesses de um setor presente em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Defender a ind\u00fastria tamb\u00e9m \u00e9 discutir competitividade, equil\u00edbrio e futuro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00f3rum Nacional da Ind\u00fastria reuniu lideran\u00e7as em S\u00e3o Paulo para discutir mecanismos contra concorr\u00eancia desleal e medidas para aumentar a competitividade da ind\u00fastria brasileira A ind\u00fastria brasileira quer mecanismos mais r\u00e1pidos e eficientes para enfrentar pr\u00e1ticas de concorr\u00eancia desleal e proteger quem produz no pa\u00eds \u2014 uma discuss\u00e3o que tamb\u00e9m alcan\u00e7a a cadeia da panifica\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":47861,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-47860","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"views":20,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47860","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47860"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47860\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47862,"href":"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47860\/revisions\/47862"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47861"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47860"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47860"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47860"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}