{"id":39545,"date":"2023-02-03T18:00:44","date_gmt":"2023-02-03T20:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/?p=39545"},"modified":"2023-02-04T11:22:44","modified_gmt":"2023-02-04T13:22:44","slug":"56-das-industrias-do-mercado-cativo-desejam-%ef%bb%bfmigrar-para-o-mercado-livre-de-energia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abip.org.br\/site\/56-das-industrias-do-mercado-cativo-desejam-%ef%bb%bfmigrar-para-o-mercado-livre-de-energia\/","title":{"rendered":"56% das ind\u00fastrias do mercado cativo desejam  \ufeffmigrar para o mercado livre de energia"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisa in\u00e9dita da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) mostra que 56% das ind\u00fastrias que est\u00e3o no mercado cativo \u2013 aquele tradicional em que a energia \u00e9 comprada junto \u00e0s concession\u00e1rias \u2013 t\u00eam interesse em migrar para o mercado livre, a partir de 2024. Atualmente, cerca de 10,5 mil empresas industriais operam nesse modelo em que o consumidor negocia direta e livremente com as empresas geradoras ou comercializadoras de energia.<\/p>\n<p>De acordo com a\u00a0<em>Sondagem Especial Ind\u00fastria e Energia<\/em>, 59% das grandes empresas obt\u00eam fornecimento do mercado livre, sendo 52% exclusivamente desse mercado. Entre as ind\u00fastrias de m\u00e9dio porte, 57% est\u00e3o no cativo e 25% somente no mercado livre; j\u00e1 entre as pequenas empresas, 70% obt\u00eam energia do mercado cativo e apenas 6% est\u00e3o totalmente no mercado livre.<\/p>\n<p>De acordo com estimativas da CNI, as ind\u00fastrias que migrarem para o mercado livre poder\u00e3o ter economia, em m\u00e9dia, de 15% a 20% na conta de luz. A Portaria n\u00ba 50\/2022 do Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME) estabelece que as empresas de enquadramento tarif\u00e1rio de alta tens\u00e3o possam migrar para o mercado livre a partir de 1\u00ba de janeiro de 2024.<\/p>\n<p>&#8220;O momento \u00e9 de prepara\u00e7\u00e3o por parte dessas empresas para a migra\u00e7\u00e3o. 2023 ser\u00e1 um ano para estudar o mercado, planejar e fazer contas sobre a viabilidade de ingressar no mercado livre. A estimativa \u00e9 de que 45 mil ind\u00fastrias tenham condi\u00e7\u00f5es de migrar a partir de 2024&#8221;, afirma Roberto Wagner Pereira, especialista em Energia da CNI.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros da sondagem revelam que, entre as grandes empresas, 59% afirmaram que h\u00e1 possibilidade de migrar para o mercado livre. Entre as ind\u00fastrias de m\u00e9dio porte esse mesmo percentual foi de 61% e, entre as pequenas empresas, 48% indicaram a possibilidade de migrar.<\/p>\n<p><strong>Energia el\u00e9trica \u00e9 fonte usada por 78% das ind\u00fastrias<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa mostra tamb\u00e9m que a energia el\u00e9trica \u00e9 a principal fonte de energia para 78% das ind\u00fastrias brasileiras, percentual que n\u00e3o difere muito da pesquisa anterior, realizada em 2016, cujo \u00edndice era de 79%. As demais formas de energia consumidas pela ind\u00fastria, atualmente, s\u00e3o: \u00f3leo diesel (4%), g\u00e1s natural (4%), lenha (3%) e baga\u00e7o de cana (2%).<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 12 meses, o aumento m\u00e9dio percentual dos gastos com energia el\u00e9trica no custo total de produ\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias foi de cerca de 13%. Para 75% das empresas, esse aumento teve impacto relevante sobre seus custos, sendo m\u00e9dio ou alto para 40% dessas empresas.<\/p>\n<p><strong>Alta no pre\u00e7o do petr\u00f3leo e do diesel<\/strong><\/p>\n<p>Uma das queixas apontadas pelos empres\u00e1rios entrevistados foi o aumento do pre\u00e7o do barril de petr\u00f3leo no mercado internacional, primeiro pelo retorno das atividades econ\u00f4micas com o arrefecimento da pandemia e, em seguida, pelos desdobramentos da guerra na Ucr\u00e2nia. O impacto da alta no pre\u00e7o do diesel foi identificado como &#8220;alto&#8221; para 41% das empresas pesquisadas.<\/p>\n<p><strong>Efici\u00eancia energ\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a sondagem da CNI, as ind\u00fastrias t\u00eam dado aten\u00e7\u00e3o a medidas voltadas para a efici\u00eancia energ\u00e9tica. A maioria (52%) investiu em m\u00e1quinas mais eficientes. Entre as grandes empresas, esse percentual \u00e9 maior \u2013 63%. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00e9dias e pequenas, os percentuais foram de 48% e 33%, respectivamente.<\/p>\n<p>A diversifica\u00e7\u00e3o das fontes de energia faz parte do plano de um quinto das ind\u00fastrias. Tal medida permite reduzir a inseguran\u00e7a energ\u00e9tica das plantas industriais e possibilita combinar diferentes fontes de energia em busca de maior efici\u00eancia de custos ou de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Participaram da\u00a0<em>Sondagem Especial Ind\u00fastria e Energia<\/em>\u00a02.016 empresas, sendo 794 pequenas, 724 m\u00e9dias e 498 grandes. A pesquisa foi realizada em outubro de 2022.<\/p>\n<p><strong>Principais dados da pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>&#8211;\u00a0<strong>78%<\/strong>\u00a0da ind\u00fastria brasileira utiliza a energia el\u00e9trica como principal fonte de energia. As demais fontes s\u00e3o: \u00f3leo diesel (4%); g\u00e1s natural (4%); lenha (3%); e baga\u00e7o de cana (2%);<\/p>\n<p>&#8211; Para\u00a0<strong>75%<\/strong>\u00a0das empresas, o aumento do custo de energia el\u00e9trica teve impacto relevante sobre seus custos totais;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0<strong>56%<\/strong>\u00a0das empresas que est\u00e3o no mercado cativo e s\u00e3o de alta tens\u00e3o t\u00eam interesse em migrar para o mercado livre;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0<strong>41%<\/strong>\u00a0das empresas consideraram como alto o impacto do aumento do pre\u00e7o do diesel;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0<strong>22%<\/strong>\u00a0foi o aumento m\u00e9dio percentual dos custos com outros insumos energ\u00e9ticos no custo total de produ\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0<strong>13%<\/strong>\u00a0foi o aumento m\u00e9dio percentual dos custos com energia el\u00e9trica no custo total de produ\u00e7\u00e3o das empresas.<\/p>\n<p><strong>Mercado Livre ou Ambiente de Contrata\u00e7\u00e3o Livre (ACL)<\/strong><\/p>\n<p>O mercado livre de energia el\u00e9trica tem entre suas diversas vantagens:<\/p>\n<p>&#8211; Livre escolha do fornecedor de energia el\u00e9trica;<\/p>\n<p>&#8211; Pre\u00e7os mais competitivos que o mercado regulado, chegando a descontos de 20%;<\/p>\n<p>&#8211; Flexibilidade na negocia\u00e7\u00e3o, em prazos, volumes e fontes contratadas;<\/p>\n<p>&#8211; Previsibilidade maior de custos, pois os ajustes nos contratos podem variar menos que as tarifas do mercado regulado.<\/p>\n<p>O mercado livre de energia el\u00e9trica \u00e9 um ambiente de neg\u00f3cios no qual empresas geradoras, comercializadoras e consumidoras podem contratar e negociar livremente o fornecimento de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p><strong>Mercado Cativo ou Ambiente de Contrata\u00e7\u00e3o Regulada (ACR)<\/strong><\/p>\n<p>O Ambiente de Contrata\u00e7\u00e3o Regulada \u00e9 uma modalidade de negocia\u00e7\u00e3o que possibilita as distribuidoras comprarem energia el\u00e9trica em leil\u00f5es por um pre\u00e7o definido pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (ANEEL).<\/p>\n<p>As distribuidoras revendem a energia comprada para o mercado de consumidores que est\u00e3o na sua regi\u00e3o de atua\u00e7\u00e3o. As tarifas s\u00e3o reguladas e compostas pelos custos da compra, transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o da energia, al\u00e9m dos tributos. \u00c9 importante ressaltar que os valores das tarifas s\u00e3o reajustados todos os anos e n\u00e3o podem ser negociados.<\/p>\n<p>Fonte: CNI<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa in\u00e9dita da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) mostra que 56% das ind\u00fastrias que est\u00e3o no mercado cativo \u2013 aquele tradicional em que a energia \u00e9 comprada junto \u00e0s concession\u00e1rias \u2013 t\u00eam interesse em migrar para o mercado livre, a partir de 2024. 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